Ataque noturno da Rússia deixa metade de Kiev sem aquecimento durante inverno rigoroso
Um ataque realizado durante a madrugada desta terça-feira (20) deixou pelo menos 5.600 residências sem calefação em meio à temperatura de -14°C que atinge a capital ucraniana durante o inverno. Os bombardeios ocorrem mais de uma semana após o pior ataque de Moscou à rede elétrica de Kiev desde o início da invasão da Ucrânia, há quase quatro anos.
O anúncio dos resultados do ataque foi feito pelo prefeito Vitali Klitschko por meio de um comunicado divulgado no Telegram. Em nota, Klitschko ainda completou que “grande parte da cidade está sem água encanada”. A ofensiva teve como alvo pontos cruciais para fornecimento elétrico na Ucrânia e mataram pelo menos uma pessoa de 50 anos nas imediações de Kiev.
“O criminoso de guerra Putin continua a travar uma guerra genocida contra mulheres, crianças e idosos”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, em crítica ao presidente russo Vladimir Putin por meio de uma publicação no X, antigo Twitter. “O apoio ao povo ucraniano é urgente. Não haverá paz na Europa sem uma paz duradoura para a Ucrânia”, completou.
Em último ataque, moradores tiveram que deixar Kiev
Depois de um ataque da Rússia à Kiev na primeira metade do mês, que deixou ao menos quatro pessoas mortas e 24 feridas, o prefeito da capital ucraniana pediu aos moradores que saíssem da cidade, se possível, após metade dos prédios residenciais ficar sem calefação em meio à temperaturas de –8°C.
Cerca de 40 prédios foram danificados nos ataques russos, incluindo 20 residenciais e a Embaixada do Catar, segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. O Ministério da Defesa russo alegou ter usado o míssil hipersônico “Oreshnik”, com capacidade nuclear, contra “alvos estratégicos” durante as ofensivas
(Sob supervisão de Alex Araújo)


