Família brasileira alega prejuízo de quase R$100 mil após ser retirada de voo em Paris

Uma família da Bahia alega ter sofrido o prejuízo de R$100 mil após ser expulsa de um voo da
Air France,
de Paris para Salvador, na manhã da última quarta-feira (14).

Depois de pagar um valor de mais de R$9 mil pelo upgrade de quatro passagens para a classe superior, os brasileiros foram informados que uma passageira precisava fazer o downgrade, devido a um assento quebrado.

O diretor comercial Ivan Lopes relatou que a família estava saindo de Milão, na Itália, com escala em Paris e, por fim, Salvador. Durante o check-in, a companhia ofertou um um upgrade da classe econômica premium para a classe executiva, no valor de € 399 cada, totalizando € 1.596 (cerca de R$ 9.973).

Porém, ao chegar ao portão de embarque, Ivan soube que o bilhete da filha foi trocado para uma classe inferior. A companhia alegou que o assento 7L apresentava problema técnico.

“O defeito não estava em nossa poltrona, mas sim no assento 5L. A poltrona 7L, descrita no cartão de embarque destinado à minha filha, estava ocupada por um passageiro francês, supostamente funcionário da própria Air France”, afirmou em carta.

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Minutos depois, o piloto foi em direção à família para resolver o problema. Mas, o brasileiro argumentou que a conduta do comandante da aeronave foi autoritária.

“Gritando com minha esposa e filha. Sem qualquer inteligência emocional ou empatia, escalando um conflito que poderia e deveria ter sido resolvido com diálogo, equilíbrio e respeito”, contou.

Os quatro passageiros receberam escolta policial para deixar o avião. No aeroporto, Ivan relatou que teve dificuldade para retirar as bagagens, que foram liberadas somente duas horas depois da confusão. Ele ainda relatou que a família não teria direito a novas passagens por conta do comportamento e transtorno.

Em nota, a Air France divulgou que “decidiu desembarcar um grupo de quatro passageiros indisciplinados”, por terem reagido “de forma extremamente exaltada e adotaram comportamento inadequado em relação à tripulação de cabine.”

A confusão fez com que a família comprasse uma nova passagem em outra companhia aérea. Dessa vez, o
avião
saiu de um outro aeroporto, com direção a Madri, São Paulo e Salvador. Segundo Ivan, o prejuízo financeiro calculado foi de €16.000 (cerca de R$ 99.982), entre deslocamento, alimentação e novas passagens.

“O que vivenciamos não foi apenas um transtorno de viagem, mas uma situação humilhante, traumática e desproporcional, que expôs uma família, e especialmente uma criança que passou por sofrimento emocional desnecessário”, finalizou o diretor comercial.

Veja na íntegra a nota da Air France

“A Air France confirma que a tripulação do voo AF562, de Paris-Charles de Gaulle para Salvador, Bahia, em 14 de janeiro, decidiu desembarcar um grupo de quatro passageiros indisciplinados. O comportamento adotado a bordo, antes da partida, causou atraso, gerou insatisfação entre outros passageiros e poderia ter comprometido a segurança do voo.

De fato, a equipe da Air France no portão informou a um dos quatro passageiros – que originalmente possuía bilhetes em Premium – que, devido à inoperância de um outro assento na Classe Executiva, o upgrade para a Classe Executiva, adquirido no dia da partida, não poderia ser honrado. O assento em questão foi, portanto, atribuído a um cliente que havia adquirido um bilhete de Classe Executiva no momento da reserva.

Considerando o desejo dos passageiros de viajarem juntos, a equipe da Air France ofereceu assentos na cabine Premium, conforme originalmente previsto. No entanto, os passageiros optaram por manter três assentos em Classe Executiva (upgrade) e um assento em Premium (upgrade que não pôde ser honrado devido ao assento inoperante).

Uma vez a bordo, os passageiros reagiram de forma extremamente exaltada e adotaram comportamento inadequado em relação à tripulação de cabine. Apesar das explicações fornecidas e dos reiterados apelos do comandante para que mantivessem a calma, o mau comportamento persistiu.

Diante dessa situação, e em conformidade com a legislação internacional aplicável, o comandante decidiu desembarcar os quatro passageiros da aeronave, a fim de garantir o bom andamento do voo e a tranquilidade de todos a bordo.

A Air France reforça que a segurança de seus clientes e de seus tripulantes é sua prioridade máxima.”

* Com agências.


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