Operação dos EUA na Venezuela pode afetar preço do petróleo; entenda
O preço do
petróleo mundial
captura e prisão do presidente Nicolás Maduro
O analista Victor Irajá explicou no Agora CNN que, apesar de o país sul-americano possuir a maior reserva petrolífera do mundo, estimada em cerca de 300 bilhões de barris, sua capacidade atual de produção é considerada ínfima quando comparada a outros grandes produtores.
De acordo com análises do mercado petroleiro, a Venezuela consegue produzir apenas entre 800 mil a 900 mil barris de petróleo por dia, número significativamente inferior ao de países como a Arábia Saudita, que mantém uma produção de aproximadamente 9 milhões de barris diários.
Essa baixa produtividade é resultado da deterioração das atividades e da infraestrutura da PDVSA, estatal petrolífera venezuelana.
Alteração nos preços
À CNN, Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e especialista em mercado de petróleo, explicou que a tendência é que o preço reaja em movimento baixista após a ação americana.
Segundo ele, a perspectiva não seria consequência direta da atual produção de petróleo venezuelana, mas sim da expectativa de que empresas norte-americanas possam ingressar na produção petrolífera do país, conforme indicado por
Donald Trump
Se as empresas dos EUA assumirem o controle da produção na Venezuela, o aumento da oferta pode derrubar ainda mais o valor do petróleo no mercado internacional. Em 2025, os preços já haviam despencado, com o barril sendo cotado a US$ 60 após quedas sucessivas de 15% a 20% nos índices Brent e WTI.
Este movimento ocorre em meio a uma relação marcada por sanções e revogações desde 2017. Embora as compras de petróleo venezuelano pelos EUA tenham sido retomadas timidamente em 2023, o processo foi interrompido por novas sanções após as últimas eleições.
No entanto, a base para uma expansão já existe: a Chevron já opera em escala reduzida no país e o conhecimento técnico das petroleiras americanas na vizinha Guiana pode acelerar a retomada da produção venezuelana sob supervisão dos Estados Unidos.
*Com CNN Brasil.


