Venezuelanos celebram prisão de Maduro e revelam expectativas para o futuro do país

Venezuelanos que moram em Boa Vista, capital de Roraima, celebraram a prisão de Nicolás Maduro e revelaram a expectativa para o futuro agora com um novo governo.

Para o venezuelano Estevão Jesus Gilarte Sacosta, a notícia foi uma mistura de emoções. “É um misto de sentimentos. A gente sente ansiedade, fica sem saber o que fazer, mas, ao mesmo tempo, é uma felicidade muito grande. Para mim, para meus amigos, para minhas irmãs. É algo único, difícil de explicar”, relatou, em entrevista à reportagem neste domingo (4).

Já Jennifer Maria, atendente de caixa em um supermercado, descreveu a prisão como um momento de grande alegria. “Foi uma felicidade enorme. Acho que foi um presente de Deus para nós. Tenho família na Venezuela: meu filho, meu esposo, minha mãe, minha tia. Todo mundo vive lá. Receber essa notícia foi algo muito bom”, celebrou a venezuelana.

Expectativa

Com a prisão de Maduro, os Estados Unidos anunciaram que irão governar a Venezuela neste período de transição. Para Estevão, a expectativa é de que os Estados Unidos ajudem o povo venezuelano.

“O povo vai ser ajudado e ele vai se se beneficiar com o petróleo. Eu acho que é meio a meio cada um”, disse o venezuelano, que não deseja retornar ao país.

Veja o vídeo:

Prisão de Maduro

A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
Maduro foi capturado em 47 segundos.


Trump
afirmou que os EUA vão governar a
Venezuela até que haja uma transição democrática no país
. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a
vice-presidente Delcy Rodríguez
assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

Maduro foi levado de avião a Nova York,
onde chegou na noite deste sábado (3)
sob forte escolta militar. Em Nova York, Maduro deve ser levado para um centro de detenção onde vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).


O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5)
para debater as ações dos EUA na Venezuela.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *