Dólar sobe para o maior patamar em cinco meses, e Bolsa volta a cair
O
dólar
Em um noticiário esvaziado com o fim do ano, os investidores seguem repercutindo o cenário eleitoral com a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a retirada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), da corrida pelo Palácio do Planalto em 2026.
Apesar da pressão da disputa eleitoral, o fator de maior influência no câmbio tem sido o envio de recursos de grandes empresas para suas matrizes no exterior. O movimento é típico do final do ano, uma vez que essas companhias retiram dólares da economia brasileira e desvalorizam o real.
“O fim do ano é marcado por maior volume de remessas de lucros ao exterior, reduzindo a oferta de moeda americana no mercado doméstico e potencializando movimentos especulativos, o que acentua oscilações no câmbio”, disse o analista de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos.
Outra notícia de impacto no dia foi a alta da arrecadação do governo federal com impostos em novembro de 2025. Segundo relatório da Receita Federal, os cofres públicos ganharam R$ 226,75 bilhões com tributos, um avanço real de 3,75% na comparação com novembro de 2024. O maior responsável para esse ganho foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Ibovespa volta a cair
O índice Bovespa B3 (Ibovespa), principal indicador do mercado de ações brasileiro, recuou 0,21% nesta segunda-feira, aos 158.141,65 pontos. Os investidores da bolsa demonstram cautela com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Venezuela, que pode ter um grande impacto no continente.
Neste domingo (21), a Marinha americana interceptou o
terceiro petroleiro da frota estatal de Nícolas Maduro


