Petroleiro apreendido pelos EUA na costa da Venezuela ia para a China, diz agência

O segundo navio petroleiro apreendido pelas
forças armadas dos Estados Unidos
nesse sábado (20), perto da costa da Venezuela, no mar do caribe, tinha como destino a China. A embarcação carregava cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo cru venezuelano Merey, principal produto da economia do país.

Segundo informações da agência Reuters, documentos internos da petroleira estatal PDVSA apontam que o navio estava a caminho da China. A embarcação estava sob bandeira do Panamá com o nome falso “Crag”, porém, era chamado de VLCC Centuries, parte da “frota fantasma” de Nícolas Maduro.

A frota navega com bandeiras estrangeiras ou nomes falsos, como uma maneira de ocultar o transporte de petróleo e evitar sanções internacionais. A interceptação do Centuries aumenta a pressão dos Estados Unidos sobre Caracas, utilizando a sanção para prejudicar o regime de Maduro.

De acordo com os documentos divulgados pela Reuters, o petróleo foi comprado pela Satau Tijana Oil Trading, uma intermediária envolvida nas vendas da estatal venezuelana para refinarias independentes chinesas. Na quarta-feira (17), Maduro afirmou que os petroleiros teriam escolta da Marinha.

A CNN informou que a operação foi reforçada pelo Exército dos Estados Unidos e ocorreu em águas internacionais. Os Estados Unidos acusam Nicolás Maduro de chefiar uma rede de narcotráfico, e multiplicaram suas medidas econômicas e militares para lançar Caracas. Maduro nega a acusação.


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