Rússia diz que aumento das tensões na Venezuela gera ‘consequências imprevisíveis’

Após o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump
, anunciar o bloqueio dos petroleiros na costa da Venezuela, o diretor do Departamento para a América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Shchetinin, alertou que o aumento da tensão em torno da Venezuela pode ter consequências imprevisíveis para todo o hemisfério ocidental, conforme a agência de notícias russas, Tass.

“Esperamos que o iniciador das tensões atuais, que estão se intensificando em torno da Venezuela, consiga evitar uma escalada ainda maior para uma situação que possa produzir consequências imprevisíveis para todo o Hemisfério Ocidental e evite cometer erros críticos”, afirmou.

O diretor também se solidarizou com a situação da Venezuela. “Confirmamos nosso apoio às políticas do governo [Presidente] Nicolás Maduro, voltadas para a proteção dos interesses nacionais e da soberania da pátria. Honra e glória ao herói nacional da Venezuela e do continente americano, Simón Bolívar. Viva a amizade entre os povos da Rússia e da Venezuela”, acrescentou Shchetinin.

O bloqueio imposto por Donald Trump a petroleiros na costa venezuelana foi classificado pela Venezuela como uma “ameaça grotesta”. Em nota, Caracas afirmou que os EUA estavam “violando o direito internacional, o livre comércio e a livre navegação”.

Tensão no Caribe e Pacífico

Desde agosto, quando sete navios de guerra foram enviados para águas internacionais na Costa da Venezuela, os EUA realizaram pelo menos 22 ataques contra supostos barcos de tráfico e
deixaram quase 90 pessoas mortas.

Enquanto o Pentágono alega que está
combatendo o narcotráfico
, especialistas apontam que atuação do país equivale a execuções extrajudiciais, mesmo que tenham criminosos como alvos.

Os EUA alegam que os barcos atingidos transportavam indivíduos ligados a cerca de 20 cartéis de drogas envolvidos em um conflito armado com Washington.

Além disso, a Casa Branca afirma que as ações da administração “cumprem integralmente a Lei dos Conflitos Armados”, área do direito internacional destinada a prevenir ataques contra civis.


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