Bolsa cai, e dólar sobe com Flávio Bolsonaro e juros no radar do mercado
O Índice Ibovespa (Bovespa) opera em queda nesta terça-feira (9),
após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
A bolsa tinha reagido bem à possibilidade de Flávio Bolsonaro recuar da candidatura, após dizer no domingo que teria um
“preço” para desistir da corrida pelo Palácio do Planalto
“Minha candidatura não está à venda. A condição para isso é o presidente Bolsonaro livre e nas urnas. A única possibilidade de o Flávio Bolsonaro não ser candidato, é o candidato ser o Jair Messias Bolsonaro.
Não tenho preço
O dólar também opera em alta, avançando 0,87% por volta das 11h20, cotado em R$ 5,46. No mercado de câmbio, os investidores esperam um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros nos Estados Unidos, com o Federal Reserve, o Banco Central americano, levando o intervalo da taxa para entre 3,50% e 3,75%.
Ao mesmo tempo, o Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 15% ao ano, aumentando a distância com a taxa americana. Esse intervalo
favorece a alocação de capital estrangeiro no país
Ocorre que, como os Estados Unidos são a economia mais estável do mundo, seu mercado trabalha como se alimentasse outras economias com o seu dinheiro. Uma taxa de juros alta nos EUA torna os títulos do tesouro americano o melhor investimento, por terem praticamente risco zero. Isso faz com que os investidores retirem dinheiro do Brasil e apliquem no exterior.
Segundo o economista sênior do Banco Inter, André Valério, esse diferencial nos juros é um dos principais determinantes da taxa de câmbio. “Atualmente, temos um diferencial elevadíssimo. Quanto maior essa diferença, menor pressão de depreciação cambial nós temos. E isso é importante pois um câmbio depreciado tende a gerar repasse inflacionário, aumentando os preços dos bens em reais”, disse.


