UE endurece políticas migratórias e aprova criação de ‘centros’ de deportação

Os países da
União Europeia
(UE) aprovaram, nesta segunda-feira (8), o endurecimento das
políticas migratórias
para os Estados-membros, permitindo a criação de “centros de retorno”.

O termo se refere a locais onde migrantes poderiam ser reunidos antes de serem transferidos. O objetivo da UE é que os países instalem esses centros, e não o próprio bloco. Assim, cada Estado-membro teria de firmar acordos com nações não integrantes para a implementação dessas estruturas.

Para entrar em vigor, o pacote ainda precisa ser aprovado pelo
Parlamento Europeu
. As medidas foram apresentadas inicialmente pela
Comissão Europeia
, braço executivo da União Europeia.

A proposta foi impulsionada por países que já adotam políticas rigorosas contra a imigração, como Suécia, Itália, Dinamarca e Holanda.

Além da criação dos “centros de retorno”, as propostas incluem sanções severas contra aqueles que se recusarem a deixar o território europeu, além da possibilidade de enviar migrantes para países que não sejam suas nações de origem, desde que considerados “seguros” pela UE.

O pacote de medidas mais rígidas é, no entanto, alvo de questionamentos por parte de alguns países. A Espanha, por exemplo, duvida da eficácia dos “centros de retorno” após o fracasso de experiências similares em outros locais. Já a França questiona a legalidade e a efetividade de algumas das propostas.

As medidas foram aprovadas sob impulso da Dinamarca, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia e defende o endurecimento das regras para a entrada de estrangeiros no território europeu.


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