Bolsa cai, e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato à Presidência
O mercado reagiu mal a indicação do
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
No mesmo sentido, o dólar disparou, com um avanço de 2,34%, após fechar a quinta-feira (4) na estabilidade. A moeda americana fechou o dia a R$ 5,43, com os investidores repercutindo um trade eleitoral que pode levar volatilidade ao mercado em 2026.
A queda do mercado começou por volta de 14h, quando as especulações da pré-candidatura de Flávio com as bênçãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), começaram a surgir na imprensa . Pouco mais de uma hora depois, o senador foi às redes sociais confirmar a informação e disse que pretende seguir o projeto do pai.
“Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo. O nosso país vive dias difíceis, em que muitos se sentem abandonados, aposentados são roubados pelo próprio governo, narco-terroristas dominam cidades e exploram trabalhadores, estatais voltaram a ser saqueadas, novos impostos não param de ser criados ou aumentados, nossas crianças não têm expectativas de futuro”, disse.
Segundo o especialista em renda variável do banco Inter, Matheus Amaral, os investidores operavam na expectativa de que o
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
“Com a mudança no cenário, esse trade perde tração: ainda há pouca visibilidade sobre a força eleitoral de Flávio Bolsonaro e sua capacidade de competir com Lula, o que aumenta a incerteza no curto prazo. O movimento de hoje reforça que o ciclo eleitoral já começou a ser reprecificado”, disse o especialista.
Já o economista sênior do Inter, André Valério, ressalta que houve uma
“grande frustração”
“Mesmo que o anúncio tenha sido de uma pré-candidatura, e que pode mudar à frente, tal mudança não aconteceria no curtíssimo prazo e contribuiria para manter a oposição dividida e aumenta a incerteza para os potenciais candidatos. Assim, o mercado passa a precificar com maior probabilidade a continuidade do atual governo, o que implica em juros mais elevados a partir de 2027 e menor rigor no controle de gastos”, destacou.


