Políticos e lideranças da direita não marcam presença em ato pró-Bolsonaro em Brasília


Esvaziado, o ato pró-Bolsonaro realizado em frente ao Museu Nacional da República neste domingo (30)
não teve a presença de políticos de peso ou lideranças bolsonaristas de relevância.

A reportagem da Itatiaia apurou que, mesmo com a prisão recente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido na Superintendência da Polícia Federal, a baixa adesão faz parte de um movimento da base bolsonarista no Congresso.

O objetivo seria não aderir às manifestações temendo interferência na possibilidade de a defesa do ex-presidente pedir regime de prisão domiciliar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma liderança dos movimentos, contudo, demonstrou, em reservas, insatisfação com a baixa adesão e chegou a dizer que não foi a população que “abandonou” o ex-presidente, mas “os políticos”.

Único deputado

O
deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) foi, até o início da tarde, o único político a estar presente na manifestação bolsonarista
. O ato reuniu cerca de 50 pessoas na capital federal.

“É um ato muito importante, as pessoas têm o direito constitucional de se manifestar e nós precisamos ter coragem de nos manifestar. Achei muito importante essas pessoas estarem aqui. Toda manifestação de apoio é importante”, defendeu o parlamentar, em entrevista à Itatiaia.

“Algumas pessoas estão se reunindo no Brasil afora fazendo vigílias, isso é fundamental, e não esmorecer, cada um à sua maneira de poder se manifestar a favor da Anistia e do presidente. Porque o Brasil nunca viu tamanha injustiça”, completou.

Prisão de Bolsonaro

Bolsonaro foi preso de forma preventiva em 22 de novembro. A detenção foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao entender que a tentativa do ex-presidente romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda configurava risco de fuga.

Na última terça-feira (25), o caso em que Bolsonaro e mais sete aliados foram condenados por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito foi considerado encerrado na Suprema Corte e o ex-presidente começou, efetivamente, a cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão.

Bolsonaro cumpre pena na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme determinado pelo relator de seu processo no STF, o ministro Alexandre de Moraes.

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