Defesa de ex-ministro de Bolsonaro pede cumprimento de pena na PF ou em batalhão da PM
A defesa do
ex-ministro da Justiça Anderson Torres
ataques de 8 de janeiro de 2023
Segundo os advogados, o ex-ministro, que também foi secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e delegado da PF há mais de 20 anos, já sofreu ameaças de morte. A petição foi apresentada poucas horas antes do fim do prazo para embargos de declaração contra a condenação.
A defesa ainda informou que apresentará embargos infringentes, cujo prazo é de 15 dias, e que a admissibilidade do recurso será analisada por Moraes.
“Caso se entenda pela execução antecipada da pena, requer-se que o cumprimento se dê na Superintendência da PF no DF ou no Batalhão de Aviação Operacional (BAVOP), ou, alternativamente, em estabelecimento de perfil equivalente, adequado à condição funcional do sentenciado e às exigências mínimas de segurança pessoal”, diz a manifestação.
Os advogados argumentam que, devido à experiência de Torres na segurança pública e ao enfrentamento direto da criminalidade organizada, ele se enquadra em um “quadro concreto de risco no sistema prisional comum”.
A defesa acrescenta que o cumprimento da pena em presídio comum colocaria em risco a integridade física e psíquica do ex-ministro, que faz uso regular de medicamentos. Quando a ação penal entrar em trânsito em julgado, o relator do processo da trama golpista, Alexandre de Moraes, será
responsável por determinar o local de cumprimento da pena dos condenados
* Informações com CNN


