Moraes diz que ‘kids pretos’ pressionaram comando do Exército para aderir a plano golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (18) que militares investigados no núcleo 3 do processo sobre a tentativa de golpe pressionaram seus superiores para que o Exército aderisse ao plano de ruptura institucional.

Segundo Moraes, os militares buscaram influenciar diretamente seus comandantes com o objetivo de levar o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe de Estado.

“Claramente eles queriam pressionar os seus comandantes para que eles pressionassem o comandante do Exército, o general Freire Gomes. Não há nenhuma dúvida em relação a isso”, disse o ministro.

De acordo com o voto de Moraes, em novembro de 2022, alguns dos militares réus aproveitaram a presença de integrantes do alto escalão das Forças Armadas em Brasília e convidaram assistentes de generais para uma reunião.

Segundo o ministro, durante o encontro, teriam tentado cooptar esses auxiliares para convencer seus superiores a aderirem ao plano golpista.

“Então se centrou na cooptação do Alto Comando do Exército, e principalmente do comandante-geral do Exército, o general Freire Gomes”, afirmou Moraes.

As declarações do ministro aconteceram durante o julgamento do núcleo 3, composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF).

Eles são acusados de atacar o sistema eleitoral e articular ações para executar o golpe. Alguns desses militares são identificados como “kids pretos”, apelido dado a integrantes das Forças Especiais do Exército.

Em seu voto, Moraes alegou que os kids pretos foram reesposáveis por articular as ações mais violentas da organização criminosa, entre elas o monitoramento e o plano para o assassinato de autoridades.

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