Auditores-fiscais protestam contra secretário de Zema e cruzam os braços em Minas

Os auditores-fiscais da
Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG)
decidiram paralisar seus trabalhos nesta semana em protesto contra o que a categoria trata como o ‘desmonte do fisco mineiro’. Nesta segunda-feira (17), os postos de trabalho ficaram vazios como forma de manifestação pelo estabelecimento de um plano de carreira para evitar a perda de profissionais para outros estados.

De acordo com o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), a paralisação na semana pode render um ‘apagão’ de R$ 2,4 bilhões em arrecadação aos cofres do estado.

Matias Bakir, presidente do
Sindifisco
, reivindica um canal de diálogo com o secretário de Fazenda,
Luiz Claudio Fernandes Lourenço
. À Itatiaia, o auditor explicou a razão da paralisação temporária da categoria.

“No mês de junho foi foi assinado dirigido ao secretário da Fazenda um documento levantando diversas pendências, diversas demandas do grupo de chefias e até hoje o secretário nem resposta deu. Uma pasta que fica 90, 100 dias sem se reunir com seus superintendentes mostra um descaso muito grande. Chegamos a um ponto insustentável e a categoria decidiu ficar os três dias desta semana sem fazer nenhuma atividade de combate à sonegação, de atuação de controle fiscal para discutir as questões internas que nos afligem”, destacou.

A categoria questiona a redução do número de auditores de 2.100 para 1.467 em 2016. Mesmo com o corte nos quadros, em 2023, o fisco tinha uma defasagem de mais de 400 profissionais.

Um concurso foi feito para preencher as vagas, mas o Sindifisco aponta que mais de 100 dos 431 profissionais nomeados já deixaram o cargo para atuar em outros estados. Além disso, do quadro atual com cerca de 1.200 servidores, mais de 500 já estão na carreira a tempo suficiente para a aposentadoria e podem defasar a secretaria a qualquer momento.

Bakir afirma que estudos recentes levando em consideração a perda arrecadatória em períodos sem atividades de fiscalização é da casa dos R$ 750 milhões diários. A partir daí o sindicato calcula uma perda total na casa dos bilhões com a pauta de três dias nesta semana.

A reportagem procurou o Governo de Minas para um posicionamento sobre as reivindicações e a paralisação dos auditores. Até a última atualização desta matéria, não houve resposta.

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