STF tem unanimidade para tornar Eduardo Bolsonaro réu

A Primeira Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF)
formou unanimidade de votos neste sábado (15) a favor de aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal
Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
pelo crime de coação no curso do processo.

O relator do caso, ministro
Alexandre de Moraes
, votou para acatar a denúncia e foi acompanhado integralmente pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia formando o placar de 4 a 0.

Apesar de todos os ministros já terem votado, o julgamento só será encerrado no dia 25 de novembro. Isso porque a análise da denúnicia acontece no plenário virtual da Corte.

O colegiado está temporariamente com quatro ministros porque Luiz Fux se transferiu para a Segunda Turma após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso; a vaga será preenchida quando o novo ministro for empossado.

De acordo com Moraes, a PGR demonstrou que há elementos e provas para que Eduardo Bolsonaro se torne réu em uma ação penal na Suprema Corte.

“A Procuradoria-Geral da República demonstrou a presença da justa causa necessária para instauração de ação penal contra o acusado Eduardo Nantes Bolsonaro, tendo detalhado a sua conduta criminosa”, afirmou Moraes.

Acusação PGR

A PGR acusa o parlamentar de tentar interferir, fora do país, no julgamento que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por participação em uma trama golpista.

Segundo o órgão, Eduardo teria atuado para impedir o andamento da ação penal, pressionando autoridades estrangeiras com o objetivo de influenciar o desfecho do processo.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma organização criminosa que buscava mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. É nessa ação que a suposta interferência de Eduardo Bolsonaro teria ocorrido.

Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro e o
blogueiro Paulo Figueiredo
teriam atuado para constranger o Judiciário e dificultar o avanço das investigações no processo sobre uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.

A defesa do deputado é feita pela Defensoria Pública da União (DPU), já que ele decidiu não contratar advogado particular no caso. A DPU pediu ao Supremo que a acusação seja rejeitada.

Em seu voto, Moraes também negou o pedido da DPU argumentando que há materialidade e intenção do parlamentar em coagir a Justiça brasileira.

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