O prefeito de Mariana, Juliano Duarte (PSB), comemorou a
decisão da justiça do Reino Unido
que reconheceu a responsabilidade da BHP, uma das acionistas da Samarco, como responsável pela tragédia do rompimento da Barragem do Fundão, em 2015.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), o chefe do Executivo do município onde ocorreu o maior desastre ambiental da história brasileira recordou sua decisão do início deste ano quando optou por não aceitar o acordo nacional de reparação e manter a ação perpetrada no Reino Unido.

Duarte e
outros 22 prefeitos das 49 cidades mineiras e capixabas
atingidas pela tragédia rejeitaram um acordo de repactuação mediado pelo governo federal. Ficou definido que as minferadoras arcarem com uma indenização de R$ 170 bilhões a serem pagos em 20 anos aos atingidos, incluindo as famílias, os estados e os municípios.

Nos cálculos do Pogust Goodhead, escritório que representa a ação movida em Londres, a indenização pode chegar a R$ 260 bilhões. A definição dos valores será feita na próxima fase do julgamento na Justiça britânica.

A barragem de Fundão, operada pela Samarco com gestão da Vale e da BHP, rompeu-se em 5 de novembro de 2015 e causou a morte de 19 pessoas. O rejeito da mineração destruiu o distrito de Bento Rodrigues, atingiu o Rio Doce e impactou 2,5 milhões de pessoas em 49 cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Em nota, a BHP anunciou que recorrerá da decisão da Justiça britânica e afirma que se mantém empenhada na implementação do acordo feito no Brasil em outubro do ano passado.

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