Em crítica a Lula e Zema, Tadeuzinho cobra fim de ‘palanque’ e resolução da dívida de Minas

O presidente da
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
, Tadeu Leite (MDB), afirmou, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13), que é preciso “descer do palanque” e resolver os problemas do estado, fazendo referência direta ao lançamento da candidatura à Presidência do governador Romeu Zema (Novo), que deve acontecer no sábado (16).

A declaração ocorreu em um contexto de discussão do andamento dos projetos que tramitam na Casa sobre o
Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag)
, cujo prazo para adesão, no fim deste ano, se aproxima.

Cobrando também o Governo Federal, Tadeu afirmou que é preciso “começar a trabalhar politicamente” para tentar uma postergação do decreto que estabelece as diretrizes para adesão ao programa. Ele chegou a dizer que
se dispõe a ir a Brasília para mediar as discussões entre o Governo do Estado e o Governo Federal
na próxima semana, com objetivo de postergar os prazos para conclusão da adesão ao Propag.

“O governo do estado está aqui neste momento trabalhando com essa discussão, mas também existe uma discussão política eleitoral nesse momento. O governador está fazendo o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência nesta semana, em uma semana, e em um mês, talvez, fundamental para se discutir a dívida. Então, será que é a prioridade do governo? Ou é fazer política? Eu falo dos dois lados. Estou falando do governo do estado e estou falando do governo federal”, destaca Tadeuzinho.

Ele ainda teceu críticas à escalada de tensão entre Romeu Zema e Lula e alegou que ela dificulta as tratativas a respeito da dívida de Minas Gerais. “O governo federal vem aqui, o presidente da República vem aqui e fala mal do governador do estado. E o mineiro? E a dona Marina lá de Matias Cardoso, que está precisando das coisas acontecerem? E a população que precisa desse problema resolvido?”, questiona.

O presidente da Assembleia ainda faz um apelo para conciliação entre os envolvidos. “Nós precisamos sentar à mesa. Quem está preocupado com 2026, eu acho que 2026 está muito longe. Nós temos que descer do palanque, nós temos que parar de preocupar com o voto lá em 2026 e resolver o problema de Minas. Este é o problema mais urgente que nós temos”, finaliza.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *