CEOs de Wall Street alertam para queda forte no mercado de ações em dois anos

Os CEOs de
diversas empresas de Wall Street,
o centro financeiro dos Estados Unidos, afirmam que os investidores devem se preparar para uma queda superior a 10% nos próximos 12 a 24 meses, segundo informações da agência de notícias Bloomberg. A avaliação é de que o movimento é uma correção natural em um mercado valorizado.

O CEO do Capital Group, Mike Gitlin, disse que o preço das ações está em algum lugar entre o “justo e totalmente valorizado”. “Não acho que muitas pessoas diriam que estamos entre barato e justo”, disse, durante um evento da autoridade monetária de Hong Kong nesta terça-feira (4).

Os executivos observam a possibilidade de uma venda significativa de ações, com os investidores mudando de posição. Para eles, as retrações fazem parte de uma característica normal dos ciclos de mercado, o que pode ser positivo para um desenvolvimento saudável.

Para Ted Pick, CEO da Morgan Stanley, ainda existe o risco de erro de política nos Estados Unidos e incerteza global. Ele avalia que haverá mais foco nos lucros das empresas em 2026, onde as maiores instituições terão um desempenho superior, enquanto as mais fracas ficarão pelo caminho.

“Também devemos acolher a possibilidade de haver reduções de 10 a 15% que não sejam impulsionadas por algum tipo de efeito macroeconômico abrupto (…). É um desenvolvimento saudável”, disse Pick.

Já David Solomon, CEO da Goldman Sachs, disse que os “múltiplos” do setor de tecnologia estão saturados, mas que não é o caso para todo o mercado. Ele destaca que quedas de 10% a 15% também ocorrem em ciclos positivos, sem alterar a direção geral dos fluxos de capital ou das alocações. “Significa apenas que as coisas acontecem e depois são revertidas para que as pessoas possam reavaliar”, disse.


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