Dias após megaoperação, príncipe William visita o Rio de Janeiro em missão climática

Dias após o Rio de Janeiro viver momentos de tensão com a
operação policial mais letal
da história do Brasil, o
príncipe William
, herdeiro do trono britânico, chega à cidade nesta segunda-feira (3). A visita ocorre antes da COP30, a conferência climática da Organização das Nações Unidas, que será realizada em Belém, no Pará.

A viagem de William ao Brasil tem como foco a iniciativa Earthshot Prize, responsável por destinar R$ 7 milhões para cinco projetos que abordam ameaças ao meio ambiente. Ainda no Rio de Janeiro, o herdeiro do trono vai se reunir com comunidades locais e visitar locais emblemáticos da cidade, conforme o Palácio de Kensington, que administra suas comunicações.

O príncipe também vai participar da cúpula United for Wildlife, que discute crimes ambientais que ocorreram neste ano. “Do desmatamento ilegal ao garimpo de ouro e ao tráfico de animais silvestres, estes crimes estão levando os ecossistemas, como a Amazônia, para além do ponto de não retorno”, afirmou Tom Clements, diretor-executivo de conservação da Royal Foundation, chefiada pelo príncipe e pela princesa de Gales.

Em seguida, o herdeiro da coroa britânica viajará para Belém, no Pará, sede da COP30. A conferência acontece de 10 a 21 de novembro. No evento, William vai participar de uma cúpula de chefes de Estado e de governo. O príncipe fará um discurso representando o governo britânico e seu pai, o rei Charles III. Ele também participará de reuniões bilaterais.

Operação mais letal no Rio de Janeiro

A operação “Contenção”, que ocorreu nos complexos do
Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, na última terça-feira (28)
, teve como alvo lideranças da facção do Comando Vermelho (CV). Durante a operação 121 pessoas foram mortas e 113 criminosos do Rio foram presos.

Quatro moradores foram atingidos por balas perdidas, incluindo uma
mulher baleada dentro de uma academia
. No dia da operação,
vídeos registraram o momento em que traficantes do CV lançaram bombas
contra policiais usando drones com bombas. Barricadas em chamas também foram criadas pelos criminosos.

A ação tinha como foco o cumprimento de 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, sendo 30 expedidos pelo estado do Pará, parceiro na operação. Após a operação, o
Rio de Janeiro mergulhou em caos
, com inúmeras pessoas impedidas de voltarem para casa diante dos bloqueios em vias e linhas de ônibus interrompidas.

*Com informações de AFP

(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)


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