Metanol: nove estados investigam casos suspeitos de intoxicação

Com o aumento de notificações, nove estados estão investigando casos suspeitos de intoxicação por
metanol
. No total, são 45 registros em análise no país, segundo o Ministério da Saúde. Um novo caso suspeito foi registrado no boletim mais atualizado divulgado na noite desta sexta-feira (31). Até o momento, o país tem
59 casos confirmados
.

Além de São Paulo, que está no epicentro do mercado clandestino de bebidas alcoólicas falsificadas segundo as investigações da polícia, outros oito estados possuem casos suspeitos desse tipo de intoxicação: Pernambuco (20), Piauí (5), Paraná (4), Mato Grosso (2), Rio de Janeiro (2), Bahia (1), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1).

A maioria dos casos confirmados está concentrada no estado de São Paulo, que registra 46 confirmações e outras 9 notificações estão em investigação. Há seis casos confirmados também no Paraná (6), cinco no Pernambuco (5), Rio Grande do Sul (1) e outra no Mato Grosso (1). Intoxicações por metanol já mataram 15 pessoas no país, sendo 9 em São Paulo, 3 no Paraná e 3 em Pernambuco.

A Polícia Civil de São Paulo investiga se falsificadores de bebidas de São Paulo estavam abastecendo o mercado clandestino nos estados onde há casos confirmados de contaminação por metanol.

Polícia investiga diferentes linhas de como metanol foi parar nas bebidas

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse à imprensa que as forças de segurança identificaram que fraudadores, que estavam adulterando bebidas alcoólicas com etanol, podem ter sido enganados por outra organização criminosa. Os
golpistas teriam caído em um golpe em um posto de combustível e comprado etanol adulterado com metanol. Popularmente conhecido como ‘álcool de posto’, o etanol adulterado tinha mais de 40% de metanol, segundo Derrite. São dois esquemas criminosos independentes e que se encontraram, apontam as investigações. Há suspeita que isso possa ter ocorrido em outros postos de combustível em São Paulo. Ao adicionar o etanol adulterado, os criminosos faziam a bebida render e conseguiam mais livro no ilegal de vendas de bebidas alcoolizadas destiladas, conforme as investigações.

Uma outra linha, que não está descartada pela polícia, é que os criminosos estariam utilizando metanol para lavar as garrafas utilizadas no esquema de falsificação. Desta forma, há suspeita que a
substância tóxica possa ter entrado em contato com a bebida
.


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