‘Criminosos têm que ser tratados como terroristas’, diz Derrite ao lamentar megaoperação no Rio

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), lamentou a morte de policiais durante a
megaoperação contra o crime organizado no Rio de Janeiro, que aconteceu nesta terça-feira (28)
. Ao menos 64 pessoas morreram, entre elas quatro policiais.

Derrite está, assim como o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em Brasília, para discutir um projeto de lei que busca classificar o crime organizado como grupos terroristas, o que foi reforçado no vídeo que gravou para as redes sociais.

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“O território foi dominado há décadas por criminosos que sempre foram tratados pelo estado brasileiro e pela nossa legislação como coitadinhos. Inúmeros benefícios e privilégios ao longo do tempo fizeram com que nós chegássemos hoje em verdadeiros territórios paralelos, não só no Rio de Janeiro, mas em outros pontos do Brasil”, afirmou o secretário, que finalizou que “é por isso que esses criminosos têm que ser tratados como terroristas.”

PEC da Segurança Pública

Guilherme Derrite fez ainda críticas à chamada PEC da Segurança Pública, proposta do governo Lula (PT) travada no Congresso desde abril deste ano. O projeto propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a ação coordenada entre forças federais, estaduais e municipais.

“A PEC não ataca em nada as organizações criminosas, só traz centralização de poder para o governo federal. O que o governo federal tem que fazer é classificar criminosos como terroristas, coisa que eles tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram. E não classificar os traficantes como vítimas”, afirmou.

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