Milton Nascimento completa 83 anos: relembre último show em Belo Horizonte

O cantor e compositor Milton Nascimento completa 83 anos neste domingo (26). Dono de uma das vozes mais marcantes da música brasileira, “Bituca” celebra a data longe dos palcos, mas com o mesmo prestígio e afeto do público que o acompanha há mais de seis décadas.

O aniversário acontece pouco mais de dois anos após a turnê de despedida “A Última Sessão de Música”, que emocionou fãs em todo o país e no exterior. O encerramento da trajetória nos palcos aconteceu em Belo Horizonte, cidade que foi o ponto de partida de sua carreira e do movimento Clube da Esquina, marco da MPB nos anos 1970.

O show aconteceu em 13 de novembro de 2022, no Mineirão, e reuniu mais de 60 mil pessoas. O público cantou em coro clássicos como “Coração de Estudante”, ‘Maria, Maria”, “Canção da América e Travessia”, primeira música de sucesso do artista.

A apresentação, marcada por emoção e homenagens, contou com a presença de amigos e artistas que fizeram parte de sua história, como Samuel Rosa, Criolo e Lô Borges.

Ao fim da apresentação, Milton se despediu dos palcos com a serenidade que sempre o acompanhou, dizendo apenas: “Missão cumprida. Eu amo vocês.”

Saúde de Milton

Recentemente, o filho do cantor, o advogado Augusto Nascimento, de 32 anos, compartilhou que ele foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), uma condição grave, progressiva e sem cura, que causa complicações no quadro cognitivo.

A doença foi descoberta após uma viagem em família para os Estados Unidos (EUA).
Milton Nascimento
também convive com
Parkinson
, desde 2023. Pelas limitações, Milton se aposentou dos palcos em novembro de 2022, após uma turnê de despedida.

Em março deste ano, Augusto também falou, ao Jornal Nacional, sobre o primeiro diagnóstico do pai. “Isso [o Parkinson] vem trazendo limitações com a idade e a questão do diabetes. Só que, em paralelo, ele está feliz com a vida”, declarou.

Demência por corpos de Lewy (DCL)

A
demência por corpos de Lewy (DCL)
é uma doença sem cura, mas que pode ser tratada para evitar complicações no quadro, controlar os sintomas e promover melhor qualidade de vida ao paciente.

Trata-se de uma enfermidade neurodegenerativa, ou seja, que causa a deterioração e morte das células nervosas do cérebro e da medula espinhal, levando à perda irreversível de funções neurológicas, motoras e cognitivas.


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