PSB repudia voto de deputados do próprio partido em PEC que libera privatização da Copasa

O PSB de Belo Horizonte publicou – e apagou –, na noite desta sexta-feira (24), uma nota de repúdio aos votos favoráveis à
queda do referendo popular para a privatização da Copasa
dados pelos deputados estaduais Noraldino Júnior (PSB) e Neilando Pimenta (PSB), que compõem os quadros do partido.

No texto, que ficou poucos minutos no ar nas redes sociais, a executiva municipal do partido afirmou que a vontade dos militantes da legenda não está expressa nos votos de Noraldino e Pimenta.

“Estamos estarrecidos com a votação dos deputados estaduais da nossa Assembleia Legislativa, sobretudo, dos deputados do PSB, Noraldino Júnior e Neilando Pimenta, que se posicionaram a favor da extinção do direito do povo mineiro de opinar sobre a venda de seu próprio patrimônio”, diz trecho da nota apagada.

“O PSB é um partido aberto. Sua vontade será a vontade de seus militantes. Dito isso, é preciso deixar bem explícito, que a vontade dos militantes não está representada nos votos dos Deputados Noraldino e Neilando, e que se faz necessário que se retratem eximindo o PSB das suas escolhas pessoais. O PSB não oprime nenhum parlamentar, mas não compactua com as ideias expostas por estes deputados”, completa o texto.

Em votação que adentrou a madrugada, na
única sessão deste século marcada para além da meia noite
, a Assembleia Legislativa aprovou, por 52 votos favoráveis, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a obrigatoriedade do referendo popular para
privatizar a Copasa
.

A base de Romeu Zema se manteve resiliente durante todo o período, mantendo o quórum qualificado, de 48 parlamentares, para que as discussões caminhassem, enquanto a oposição fez dura obstrução ao texto durante as mais de dez horas de duração da sessão extraordinária na Casa.

A reportagem tentou contato com Noraldino Júnior, presidente estadual do PSB em Minas Gerais, para conseguir um posicionamento sobre a nota da executiva municipal, mas não houve retorno até a publicação. O espaço continua aberto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *