Roubo no Louvre: direção do museu defende segurança das vitrines quebradas
A direção do
Museu do Louvre
as joias roubadas no domingo (19)
Em nota enviada à AFP, o museu afirmou que as vitrines instaladas em dezembro de 2019 “representaram um avanço considerável em termos de segurança”. Segundo a direção, os equipamentos anteriores apresentavam um alto grau de obsolescência e, caso não tivessem sido substituídos, “teriam forçado a retirada das obras da exposição pública”.
Sobre o roubo
O grupo de ladrões invadiu a galeria Apolo na manhã de domingo (19), acessando o local por meio de um elevador de carga externo. Em poucos minutos, usaram uma serra circular para quebrar as vitrines e roubar nove joias históricas, deixando uma peça para trás durante a fuga.
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O Canard Enchaîné afirmou que o crime só foi possível devido à fragilidade das novas vitrines e sugeriu que uma vitrine blindada da década de 1950, equipada com um sistema que recolhia as obras automaticamente a um cofre subterrâneo em caso de alarme, teria impedido o roubo.
Defesa do museu
O Louvre rebateu as críticas e explicou que o antigo sistema, atualizado nos anos 1980, estava “obsoleto e sujeito a falhas mecânicas”, chegando a causar “acidentes que colocaram as obras em risco”.
Após estudos técnicos iniciados em 2014, o museu encomendou três novas vitrines, incluindo as duas danificadas no domingo. Segundo a instituição, elas “atendiam a todas as garantias necessárias de segurança”.
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As autoridades francesas continuam investigando o caso e ainda não divulgaram informações sobre a identidade dos suspeitos.
Com agências
(Sob supervisão de Aline Campolina)


