Suplente de Boulos é cientista demitido por Bolsonaro e atual presidente do CNPq

A
nomeação do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência da República
abre uma nova vaga na Câmara Federal para a federação PSOL-Rede.

O suplente é o cientista Ricardo Galvão (Rede-SP), presidente do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq).

Mineiro de
Itajubá
, no
Sul de Minas
, o cientista de 77 anos é físico com atuação na área de fusão nuclear e professor titular da Universidade de São Paulo (USP).

Em 2019, Galvão ganhou projeção nacional ao “enfrentar” o então presidente
Jair Bolsonaro
(PL).

Na época, ele era diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), quando Bolsonaro acusou a instituição de divulgar “números mentirosos” sobre o avanço do
desmatamento na Amazônia
e de estar a serviço “de alguma ONG”.

O cientista reagiu e foi a público afirmar que os dados eram técnicos, auditáveis e produzidos por servidores públicos.

Após as declarações, Galvão foi exonerado do cargo pelo então presidente.

Embora eleito suplente, o cientista nunca atuou na Câmara. Ele foi nomeado presidente do CNPq no
primeiro ano do governo Lula (PT). Para assumir a vaga de Boulos, Galvão precisaria deixar o posto.

Nomeação de Boulos

A nomeação de Boulos foi oficializada pelo presidente Lula após reunião com o então ministro
Márcio Macedo
.

Também participaram do encontro os ministros da Secretaria de Relações Institucionais,
Gleisi Hoffmann
; da Casa Civil,
Rui Costa
; e da Secretaria de Comunicação Social,
Sidônio Palmeira
.

A Secretaria-Geral é responsável por manter o diálogo direto entre o governo federal e os movimentos sociais.

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