Governo Brasileiro critica plano militar de Israel sobre expansão em Gaza

O governo brasileiro criticou o novo plano militar de Israel. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou condenar “a decisão do governo israelense de expandir as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo nova incursão à Cidade de Gaza”.

Segundo o Itamaraty, o
novo plano
pode gerar uma situação humanitária “catastrófica para a população civil palestina, assolada por cenário de mortes, deslocamento forçado, destruição e fome”.

O governo recordou, ainda, que a Faixa de Gaza
é parte inseparável do Estado da Palestina
e renovou seu “apelo” à retirada completa e imediata das tropas israelenses do território”, declarou em nota.

Veja a nota completa:

O governo brasileiro deplora a decisão do governo israelense de expandir as operações militares na Faixa de Gaza, incluindo nova incursão à Cidade de Gaza, medida que deverá agravar a catastrófica situação humanitária da população civil palestina, assolada por cenário de mortes, deslocamento forçado, destruição e fome.

Ao recordar que a Faixa de Gaza — assim como a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental — é parte inseparável do Estado da Palestina, o Brasil renova o apelo à retirada completa e imediata das tropas israelenses do território.

Nesse contexto, reitera a urgência da implementação de cessar-fogo permanente, da libertação de todos os reféns e da entrada desimpedida de ajuda humanitária

Novo plano de Israel

Na última sexta-feira (8), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou o novo plano para ordenar uma ocupação militar total da Faixa de Gaza e forçar o
Hamas a libertar os reféns.

Em
um contexto de crescente pressão sobre seu governo para encerrar o conflito na Faixa de Gaza,
os “objetivos da guerra” seriam “derrotar o inimigo, libertar nossos reféns e garantir que Gaza deixe de ser uma ameaça para Israel”.

Repercussão

Diversos outros países, como França e Reino Unido, se opuseram ao novo plano anunciado por Netanhyahu. O Conselho de Segurança da ONU (CSNU) celebrou uma
reunião de emergência neste sábado (9) sobre o conflito
.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “gravemente alarmado” pela decisão de Israel e alertou que isso
representa uma “escalada perigosa”
no conflito de quase dois anos nesse território palestino.

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