Fim do tarifaço: setor do café celebra e produto brasileiro deve ficar mais competitivo
A indústria de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial do grão, recebeu com otimismo a
decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de invalidar a aplicação de tarifas comerciais
Em nota divulgada nesta sexta-feira (20), a entidade destacou que a decisão reafirma o respeito às competências legais e à isonomia nas relações internacionais, elementos considerados cruciais para um setor cuja cadeia produtiva é altamente integrada ao redor do globo.
Foco em segurança jurídica
Segundo o presidente da ABIC, Pavel Cardoso, a previsibilidade é o pilar que sustenta os investimentos e a proteção ao consumidor final. A associação argumenta que medidas unilaterais, como o estabelecimento de tarifas sem respaldo legal claro, criam um efeito cascata de instabilidade que prejudica desde o produtor no campo até a indústria de processamento.
“A ABIC reafirma seu compromisso com o livre comércio e a construção de parcerias equilibradas que promovam crescimento econômico e social”, destacou Cardoso em comunicado.
Impacto estratégico
Os Estados Unidos são historicamente o principal destino do café brasileiro. O fim das incertezas tarifárias deve facilitar:
- Fluxo de investimentos: maior confiança para empresas brasileiras expandirem operações e parcerias nos EUA.
- Estabilidade de preços: regras claras ajudam a evitar flutuações bruscas de custo para o consumidor americano, mantendo a competitividade do grão brasileiro.
- Diplomacia comercial: o fortalecimento do diálogo entre as nações, reduzindo o risco de novos “conflitos aduaneiros”.
A decisão da Suprema Corte é vista pelo setor não apenas como uma vitória econômica, mas como um precedente importante para garantir que o comércio de commodities agrícolas siga normas internacionais estabelecidas, protegendo o Brasil de barreiras protecionistas arbitrárias no futuro.
Principais destinos do café brasileiro (2025)
| Rank | País | Perfil de Compra | Tendência |
| 1º | Estados Unidos | Maior volume; foco em cafés especiais e solúveis. | Estável (favorecido pela queda de tarifas). |
| 2º | Alemanha | Hub de redistribuição para a Europa; exige certificação ESG. | Alta em cafés orgânicos. |
| 3º | Bélgica | Porta de entrada logística; foco em cafés verdes (não torrados). | Estável. |
| 4º | Itália | Tradição em espresso; preferência por grãos de alta qualidade. | Recuperação de consumo. |
| 5º | Japão | Consumidor sofisticado; foco em micro-lotes e cafés diferenciados. | Alta em valor agregado. |
| 6º | China | Mercado que mais cresce; foco em café solúvel e cadeias de cafeterias. | Crescimento Exponencial. |


