Conselheiros do Palmeiras se movimentam por licenciamento de Mansur, ex-CEO da Reag
Integrantes do Conselho Deliberativo (CD) do
Palmeiras
A Itatiaia apurou que a ideia — ainda inicial — é buscar que Mansur peça licenciamento durante as investigações. A intenção é preservar a imagem do Palmeiras. Além de integrar o CD, o empresário compõe o COF.
Quando a operação foi deflagrada, pessoas do clube viram a situação com preocupação, mas aguardavam o andamento das investigações. O entendimento é que a situação causou incômodo. Outros conselheiros avaliam que a decisão de licenciamento é de cunho pessoal.
Como não há condenação ou base estatutária para o Conselho tomar atitudes, não ocorreram medidas institucionais. Alcyr Ramos da Silva Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, entende que legalmente não pode tomar atitudes. O presidente recebe pedidos para convencer Mansur a se licenciar.
O conselheiro Guilherme Mendes, que iniciou o movimento, atendeu a Itatiaia e argumentou que a situação afeta a imagem do clube. Além disso, afirmou que “alguém precisa pensar no Palmeiras”, sem fazer julgamentos sobre supostas condenações.
“Conversei com figuras políticas relevantes do clube e coloquei que, na minha opinião, seria importante o Mansur se afastar um pouco do Palmeiras. Sua presença vinha causando desconforto e, de certa forma, afetando a imagem do clube. A cada movimentação nos inquéritos policiais em que ele está envolvido, as manchetes são de ‘conselheiro do Palmeiras’”, disse.
“A questão não é se ele é culpado ou inocente, se fez ou deixou de fazer algo. Isso não cabe a mim. O ponto é a imagem. O Palmeiras não pode ter, em seu órgão mais importante, alguém cuja credibilidade está em xeque no mercado. Mansur pediu afastamento de diversos conselhos que participava, como o da própria Reag, que ele era presidente. Por que não fazer o mesmo aqui? Não acho certo. Alguém precisa pensar no Palmeiras”, acrescentou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Reag Investimentos, que buscou um posicionamento de João Carlos Mansur. Até o fechamento da matéria, não houve resposta. Caso haja manifestação, o texto será atualizado. O Palmeiras não se posicionará.
Conselheiro do Palmeiras, Mansur foi CEO da Reag
A Reag Investimentos,
liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026,
A empresa
foi alvo da Operação Carbono Oculto
Em janeiro deste ano, a Reag — que tem João Carlos Mansur como sócio-fundador, ex-CEO e que deixou a gestão do grupo em 2025 —
também foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero


