CVM começa na segunda-feira análise sobre Grupo Master e REAG

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que fiscaliza o mercado financeiro no Brasil, inicia na próxima segunda-feira (9) uma análise interna sobre informações envolvendo o Grupo Master, a REAG e outras empresas ligadas ao caso que está sob investigação da Polícia Federal.

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Para isso, foi criado nesta sexta-feira (6) um Grupo de Trabalho (GT que, na prática, vai reunir técnicos da CVM para organizar e revisar dados, processos e registros acumulados nos últimos anos sobre essas empresas.

Segundo comunicado pela comissão, nessa fase inicial já foram consultadas informações sobre fiscalizações anteriores, abertura de procedimentos, investigações em andamento e comunicações feitas a outros órgãos públicos.

O objetivo é ter um panorama mais claro e organizado da situação, acompanhar de forma integrada as ações que já estão em curso e avaliar se há necessidade de aprimorar regras, mecanismos de fiscalização ou a cooperação com outras instituições.

Os trabalhos devem durar até três semanas. Ao final, será elaborado um relatório que será analisado pela direção da CVM.

A iniciativa ocorre após a liquidação do Banco Master e em meio a investigações da Polícia Federal e apurações do Banco Central sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos e operações do grupo.

Caso Master

O BRB foi alvo da primeira fase da Compliance Zero, ainda em novembro de 2025, suspeito de ter comprado ativos podres do Master após a compra do conglomerado de Vorcaro ter sido barrada pela autoridade monetária. Na época, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia, foram afastados do banco e demitidos logo em seguida.

A instituição teria injetado R$ 16,7 bilhões no Master entre 2024 e 2025, na compra de carteiras de crédito falsas e ativos irregulares. No ano passado, o BRB informou que já teria liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões dos ativos do Master, e disse que poderia receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso seja confirmado o prejuízo no caso Master.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possível gestão fraudulenta do BRB no caso. A investigação foi comunicada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em depoimento, o banqueiro Daniel Vorcaro chegou a citar encontros com o governador Ibaneis Rocha (MDB) para negociar a venda do Master para a estatal do Distrito Federal, mas o político negou que o assunto tenha sido tratado.

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