Estados Unidos anunciam novas sanções a autoridades iranianas

Os
Estados Unidos
anunciaram, nesta quinta-feira (15), novas sanções contra autoridades de segurança e integrantes do sistema financeiro no
Irã
. A medida foi motivada pela repressão aos protestos que acontecem no país do Oriente Médio desde o ano passado.

Entre os sancionados estão o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, e outras autoridades regionais. Na última terça (13), Larijani afirmou que Trump é
um dos “principais assassinos do povo iraniano”.

O comunicado foi divulgado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Office of Foreign Assets Control (OFAC). As autoridades iranianas estão sendo acusadas de orquestrar uma repressão violenta contra protestos pacíficos e de operar um esquema de lavagem de bilhões de dólares ligados ao setor petrolífero.

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“Por ordem do presidente Trump, o Departamento do Tesouro está sancionando importantes líderes iranianos envolvidos na brutal repressão contra o povo iraniano. O Tesouro utilizará todos os meios disponíveis para atingir os responsáveis pela tirânica opressão dos direitos humanos promovida pelo regime”, escreveu o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma rede social.

Com as sanções, todos os bens e ativos dessas pessoas e empresas listadas que estejam sob jurisdição norte-americana ficam bloqueados. Cidadãos ou instituições financeiras dos
EUA
também ficam proibidos de realizar qualquer transação com os alvos. O governo ainda alertou que empresas estrangeiras podem ser punidas, caso ajudem a burlar as restrições.

Essa não é a primeira sanção imposta.
Trump
anunciou, na última segunda (12), que vai taxar em 25% os países que mantiverem relações comerciais com o
Irã.
Porém, o republicano não detalhou como a medida poderia afetar os países, sem deixar claro que a medida vale para qualquer tipo de negócio com Teerã.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de dois mil mortos nas últimas
três semanas,
segundo o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os protestos representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo
aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

* Com informações da AFP


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