Chefe de segurança do Irã manda forte recado para Trump: ‘um dos principais assassinos’

O chefe de segurança nacional do
Irã,
Ali Larijani, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um dos “principais assassinos do povo iraniano”. A mensagem foi publicada em uma rede social, nesta terça-feira (13).

O comentário foi feito após Trump ter cancelado todas as reuniões com autoridades iranianas que estavam marcadas para esta terça. O republicano afirmou que a medida foi tomada após a confirmação de mortes de manifestantes no país do Oriente Médio.

Nesta mesma data, o presidente norte-americano enviou uma mensagem aos manifestantes no Irã, afirmando que a
“ajuda está a caminho”.
Trump ainda pediu aos iranianos que mantenham os protestos e recomendou que eles tomem as instituições e registrem os nomes dos “assassinos abusadores”.

Larijani também incluiu o primeiro-ministro de
Israel,
Benjamin Netanyahu, como o segundo “assassino” na lista.

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Os militares israelenses afirmaram que estão “preparados defensivamente e aprimorando continuamente suas capacidades e prontidão operacional”, embora tenham definido os protestos como uma “questão interna iraniana”.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do
Irã,
vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de 600 mortos nas últimas
três semanas,
segundo o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os
protestos
representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo
aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

* Com informações da CNN Brasil


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