Azul despenca mais de 70% em meio a nova fase da recuperação judicial; entenda

As novas ações da
Azul Linhas Aéreas
(AZUL54) negociadas na B3, registraram uma queda superior a 70% no pregão desta quinta-feira (8). O resultado ruim ocorre no meio de um aumento de capital bilionário que diluiu o valor da companhia em mais de um trilhão de novas ações, convertendo credores em acionistas no âmbito do processo de
recuperação judicial.

No dia, as ações tiveram uma queda de 76,31%, perdendo R$ 194,59 de valor, a R$ 60,41. Cabe lembrar que as ações são negociadas em um lote de 10.000 ações. Assim, o valor unitário dos papéis preferenciais, que dão prioridade no recebimento de dividendos, é de R$ 0,006.

O movimento ocorre no momento em que a empresa aprovou uma oferta pública de ações para levantar R$ 7,44 bilhões, emitindo 1,4 trilhão de ações. Foram cerca de 723 bilhões de ações ordinárias, cada uma emitida por R$ 0,0001, e 723 bilhões de ações preferenciais, emitidas por R$ 0,01.

O objetivo da capitalização obrigatória de senior notes, que permite conversão das dívidas com credores em ações. Assim, os investidores que a Azul possui débitos passam a deter uma participação na empresa, reduzindo o endividamento e aliviando o fluxo de caixa da companhia aérea. O movimento, porém, não agradou aos acionistas minoritários, que tiveram sua participação diluída.

“Os valores atribuídos às ações refletem de forma clara e consistente a estrutura de capital atualmente existente, na medida em que o montante total da dívida da Companhia é substancialmente superior ao valor de seu patrimônio”, disse a Azul em fato relevante.

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