Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação bacteriana; veja quais

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de algumas fórmulas infantis de marcas da Nestlé Brasil. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (7).

De acordo com a Anvisa, a medida foi adotada devido ao risco de contaminação pela bactéria Bacillus cereus. As fórmulas envolvidas são das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

Ainda segundo a agência, o consumo de alimentos contaminados por essa bactéria pode causar vômito persistente, diarreia, sonolência excessiva, lentidão de movimentos e do raciocínio, além de dificuldade de reagir e expressar emoções.

Conforme a nota, a fabricante iniciou o recolhimento voluntário dos produtos no Brasil e em outros países após a detecção da toxina em uma fábrica localizada na Holanda.

Veja os lotes que serão recolhidos no Brasil

Por meio de nota, a Nestlé afirmou que o Bacillus cereus encontrado nos alimentos é “um microrganismo que, normalmente, não tem impacto na segurança alimentar”, diz um trecho do comunicado. A empresa reforçou ainda que, até o momento, não há registro de ocorrência de sintomas em nenhuma parte do mundo.

Orientações a pais e responsáveis

A Anvisa orienta pais e responsáveis que utilizam essas fórmulas infantis a verificarem o número do lote impresso no rótulo.

“Se você utiliza produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme, Nanlac Supreme, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, verifique o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, ele não deve ser utilizado ou oferecido para consumo. Os demais lotes desses produtos não foram afetados.”

O que fazer se tiver comprado um dos lotes recolhidos?

Segundo a Anvisa, para receber orientações sobre troca ou devolução, o consumidor deve entrar em contato diretamente com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem.

“Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo de produtos dos lotes indicados, procure atendimento médico. Ao buscar assistência, é importante informar o alimento consumido e, se possível, apresentar a embalagem do produto”, conclui a nota.

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