Câncer de pele mantém alta incidência em Minas: estado ocupa 3º lugar com mais casos de melanoma
Em meio a temperaturas cada vez mais altas e uma rotina que favorece a exposição solar prolongada, Minas Gerais se destaca no cenário nacional por um dado que acende o alerta entre especialistas. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o estado ocupa hoje o 3º lugar no país em número de casos de melanoma, o tipo mais agressivo do câncer de pele, com previsão de 900 novos diagnósticos até o final do ano. Trata-se de um tumor com alta capacidade de metástase, o que torna sua detecção precoce decisiva para o prognóstico.
“O melanoma é, de fato, o tipo de câncer de pele que mais nos preocupa pela velocidade com que pode se espalhar e pela gravidade dos casos avançados. Em Minas, temos observado um crescimento importante dos diagnósticos, o que reforça a necessidade de a população compreender os sinais e procurar avaliação médica ao menor indício de mudança na pele”, afirma o oncologista Flávio Brandão, da Oncoclínicas.
O melanoma pode se manifestar como uma nova pinta ou a partir de uma lesão pré-existente que muda de aparência. Alterações de cor, bordas irregulares, crescimento acelerado, sangramento, dor ou cicatrização demorada são sinais clássicos de alerta. Pessoas de pele negra também devem manter atenção, já que a doença pode surgir em áreas menos pigmentadas, como palmas das mãos e plantas dos pés.
Câncer de pele não melanoma ainda é o mais frequente
Embora o melanoma concentre maior gravidade, o câncer de pele não melanoma, que inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, é muito mais incidente. O INCA estima que 26.010 mineiros receberão o diagnóstico desses tumores até o final de 2025, número que corresponde a 11,7% de todos os casos da doença previstos no país. O dado reforça a pele como o órgão mais afetado pelo câncer na população mineira e evidencia o peso epidemiológico da condição no estado.
Esses tumores apresentam alta taxa de cura quando detectados cedo, mas podem causar destruição local, comprometer estruturas profundas e demandar cirurgias mais amplas quando negligenciados.
“É um equívoco considerar o não melanoma como algo simples. Ele pode causar danos expressivos, especialmente quando cresce sem acompanhamento. Em Minas, ainda vemos muitos pacientes que chegam já com lesões extensas, resultado de meses, e às vezes anos, sem avaliação”, explica Brandão.
A maior exposição solar do cotidiano mineiro, seja em atividades laborais, lazer ao ar livre, práticas esportivas ou simples deslocamentos, contribui para essa alta incidência, especialmente em regiões de altitude elevada e clima seco, onde a radiação UV é intensificada.
Prevenção: o ponto mais decisivo para reduzir os casos no estado
Diante de números que revelam tanto gravidade quanto frequência, especialistas são unânimes: a prevenção ainda é a estratégia mais poderosa. E ela não se resume a hábitos sazonais; precisa ser um compromisso diário, especialmente em um estado com sol forte ao longo de quase todo o ano.
A proteção começa com o uso regular de protetor solar com FPS 30 ou mais, aplicado diariamente e reaplicado a cada duas horas em exposição contínua. Mas vai além disso: o uso de roupas com proteção UV, chapéus de aba larga, óculos adequados e a escolha de sombra em horários de pico, entre 10h e 16h, são medidas fundamentais para reduzir o risco.
Em crianças, o cuidado deve ser ainda mais rigoroso, já que queimaduras solares na infância aumentam significativamente as chances de desenvolvimento de câncer de pele na vida adulta. Brandão reforça que a prevenção depende tanto de atitude quanto de percepção.
“Mais do que aplicar protetor, precisamos desenvolver um olhar atento sobre a própria pele. A população mineira convive com muito sol, e muitas vezes sem perceber. Entender seus hábitos, reconhecer o impacto da exposição acumulada e agir rapidamente diante de qualquer mudança é o que realmente faz diferença no longo prazo. Estamos falando de doenças evitáveis, desde que o cuidado faça parte da rotina”.
Além das medidas cotidianas, o oncologista destaca a importância de consultas periódicas com dermatologistas, sobretudo para quem tem fatores de risco, histórico familiar ou lesões suspeitas. “A avaliação especializada, aliada à dermatoscopia e à possibilidade de biópsia precoce, é determinante para identificar alterações ainda em fases iniciais”, conclui Flávio Brandão. Para saber mais sobre prevenção e os tratamentos mais modernos,
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Sobre a Oncoclínicas&Co
A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente.
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