Fatia de panetone pode ter tantas calorias quanto um Big Mac

Uma fatia bem servida de
panetone
ou chocotone pode ter entre 400 e 500 calorias, valor semelhante ao de um Big Mac. A comparação chama atenção para o impacto calórico do doce tradicional das festas de fim de ano.

De acordo com o nutrólogo, professor e mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Juan Bernard, a composição dessas guloseimas explica esse alto valor energético. Entre os principais ingredientes estão farinha de trigo, gordura vegetal, açúcar e chocolate.

“São componentes que elevam o conteúdo calórico de forma muito importante”, disse.

Segundo ele, versões recheadas, com cobertura ou ganache podem ultrapassar facilmente esse valor. Em alguns casos, o consumo de meia unidade pode chegar a 800 ou até 1.000 calorias.

Outro ponto destacado pelo nutrólogo é a baixa quantidade de proteínas no panetone e no chocotone, o que reduz a sensação de saciedade.

“A pessoa come, mas não se sente satisfeita por muito tempo, o que favorece o consumo de maiores quantidades”, afirma.

Na comparação, o Big Mac, apesar de não ser um alimento ideal para o consumo frequente, apresenta uma composição nutricional mais equilibrada, com proteínas da carne, carboidratos do pão, gordura e vegetais, o que contribui para maior saciedade.

Diferenças entre panetone e chocotone

Em relação às diferenças entre panetone e chocotone, Juan Bernard explica que o panetone tradicional, com frutas cristalizadas, também possui alto valor calórico. Isso porque o processo de cristalização adiciona açúcar às frutas e reduz o volume, aumentando a densidade calórica. Já as versões com chocolate, recheios e coberturas tendem a ser ainda mais calóricas, devido à maior presença de açúcar e gordura.


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A recomendação, segundo o especialista, não é excluir o consumo do panetone ou chocotone, mas optar por fatias menores, comer com mais atenção e escolher versões mais simples, sem recheios ou coberturas.

“É possível consumir o alimento que você gosta, mas fazendo escolhas que tenham menor impacto na rotina alimentar”, concluiu o especialista.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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