Veja cinco dicas para evitar conflitos em festas de fim de ano
As festas de fim de ano são lembradas pelos pratos típicos, reunião com familiares, presentes e muitas comemorações. Mas elas também são locais de muitos conflitos entre membros da família.
Segundo Vivian Rio Stella, doutora em Linguística pela Unicamp e professora, as festas de fim de ano costumam reunir tensões antigas, expectativas desalinhadas, cansaço e conversas difíceis que podem causar conflitos.
“Comentários estereotipados, perguntas intrusivas e falas que reforçam papéis de gênero ou escolhas pessoais quebram facilmente a harmonia aparente”, disse ela. Para evitar os conflitos, é preciso “desacelerar as reações, fazer pausas antes de responder, usar perguntas para compreender a intenção do outro e criar acordos simples que ajudem a reduzir temas sensíveis durante os encontros”.
Nessas festas, sempre há um parente que pergunta sobre namoro ou que faz uma provocação sobre política, religião ou sexualidade, o que muitas vezes desencadeia em conflitos. Para evitar, é preciso impor limites, mas sempre respeitando o outro e mantendo uma comunicação assertiva.
“Em vez de reagir impulsivamente ou fingir que não ouviu, o caminho é nomear o incômodo de forma objetiva e respeitosa, explicando como determinado comentário ou tema afeta emocionalmente. Estabelecer limites com gentileza ajuda a sustentar a convivência e a redirecionar a conversa, evitando que ruídos de comunicação se transformem em conflitos”, afirmou a especialista.
Não ir à festa é recomendado?
Em alguns casos, de acordo com a professora, não ir à festa pode ser ideal.
“Quando a tensão se torna insustentável e o diálogo não é possível, a assertividade também está em saber se retirar. Proteger o próprio bem-estar pode significar não insistir em ambientes onde a conversa não avança ou onde o desgaste emocional é constante. Afastar-se, seja por alguns minutos ou optando por não comparecer, é uma forma legítima de cuidado consigo”, explicou.
Veja cinco dicas para evitar conflitos no fim de ano
- Nomear o desconforto com clareza, sem ironia, explicando o impacto do comentário;
- Usar perguntas para abrir compreensão e deslocar o foco da ofensa para a intenção;
- Estabelecer limites com gentileza, redirecionando a conversa quando necessário;
- Fazer pausas antes de reagir e recusar roteiros familiares antigos;
- Criar pactos simples antes do encontro, como evitar temas sensíveis e respeitar pedidos de “tempo” na conversa.


