Multiesportivo forma corpo e caráter: especialistas apontam benefícios para jovens

O termo “abordagem multiesportiva” não é apenas um modismo pedagógico. Para Leonardo Saraiva de Souza, analista de lazer e esportes do Serviço Social da Indústria de Minas Gerais (Sesi MG), trata-se de oferecer a crianças e jovens o acesso a uma rica variedade de
modalidades atléticas
, cenário onde, na prática, cada novo esporte representa uma porta de entrada para o inesperado, a superação e o autoconhecimento. “Essa diversidade de estímulos favorece uma base motora ampla, essencial para a aprendizagem futura”, destaca Saraiva, citando pesquisas de referência.

Segundo o especialista, “crianças que vivenciam múltiplos esportes apresentam maior motivação, criatividade motora e menor risco de abandono precoce, quando comparadas às que se especializam cedo em apenas uma modalidade”. A ciência respalda: é o repertório plural de vivências esportivas, e não a especialização prematura, que atua como solo fértil para o desenvolvimento integral.

O impacto físico e emocional da pluralidade esportiva

Alex Silvério da Silva, coordenador de lazer e esportes do Sesi MG, explicita que o contato com esportes tão distintos (do futsal à ginástica, do tênis de mesa à natação) é terreno fértil para
corpo e mente
. “Cada modalidade estimula habilidades distintas”, afirma. Para as crianças, alternar entre diferentes práticas permite não apenas aprimorar a coordenação motora, mas também modular emoções fundamentais para a vida fora das quadras.

“Vivenciar múltiplos desafios ajuda a criança a entender que terá facilidade em algumas práticas e dificuldade em outras, fortalecendo resiliência, autoconfiança e regulação emocional”, esclarece Silvério. A experiência com adversidade e superação, segundo eles, reduz frustrações e potencializa tanto a percepção de competência quanto o desenvolvimento das habilidades sociais.

Estratégias para democratizar a aproximação ao esporte

A pluralidade esportiva pode (e deve) ser estimulada independentemente do acesso a grandes estruturas. Saraiva e Silvério propõem caminhos simples e inclusivos: “Oferecer materiais simples, como bolas, cordas ou cones improvisados, permitindo vivências esportivas em casa, na rua ou em espaços comunitários”.

A orientação é direta: criar oportunidades com os recursos disponíveis e transformar a própria rua em laboratório de experimentação. Além disso, o incentivo à presença ativa (pais e responsáveis participando do jogo, assistindo a competições na TV ou indo a eventos locais) aparece como uma das principais chaves para o engajamento autêntico.

“O incentivo positivo, a participação conjunta e a criação de um ambiente de brincadeira também favorecem a curiosidade e o gosto pela prática esportiva”, concluem os profissionais. O multiesportivo, assim, longe de ser privilégio de poucos, pode, e precisa, estar tangível para toda infância e juventude.

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