AMM manifesta preocupação com projeto de Zema para centralizar gestão da Saúde em BH

O projeto do governador
Romeu Zema (Novo)
para centralizar a gestão dos serviços públicos de saúde do estado em Belo Horizonte causa preocupação nos municípios do interior. Em entrevista comedida nesta terça-feira (11) durante o 11° Congresso Mineiro de Vereadores, o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM),
Luís Eduardo Falcão (sem partido)
, afirmou que a medida não pode ser tomada em nome da economia se o resultado precarizar os serviços médicos no estado.

Falcão, que é também prefeito de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, disse que a AMM se reunirá com o secretário de Saúde,
Fábio Baccheretti
, para entender melhor o projeto de centralização da gestão de atendimentos perpetrado pelo Executivo Estadual.

“Nós que estamos no interior, sabemos que mesmo com a regulação em cada uma das regiões, a gente já tem dificuldade. Com médicos reguladores, com toda uma estrutura que compreende as particularidades de cada região. Agora, imagina se isso vier só para Belo Horizonte? É em nome de uma economia que sempre é necessária, mas a gente não pode fazer uma economia às custas de precarizar o serviço. Nós precisamos entender isso. Portanto, hoje, o secretário de saúde do estado estará em reunião com a a AMM, com os prefeitos para explicar esse modelo, como é que isso vai funcionar, porque isso está nos nos preocupando demais”, declarou.

Entre as iniciativas de centralização da gestão da saúde na capital, está o uso de um terreno no bairro Gameleira, região Oeste de BH, para a construção do
Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio (HoPE)
e do novo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG).

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) para pedir informações sobre a agenda do secretário e a matéria será atualizada assim que a pasta enviar as respostas.

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