Argentinos votam neste domingo em eleição fundamental para o futuro de Milei
Milhões de argentinos estão nas ruas, neste domingo (26), para participarem das eleições legislativas nacionais. O pleito é decisivo para os próximos dois anos de governo do presidente Javier Milei, que busca maioria no Congresso para evitar que seus projetos de reforma sejam barrados pela oposição peronista e pelo centro.
As eleições serão responsáveis por renovar cerca de metade da Câmara dos Deputados, 127 cadeiras, e um terço do Senado, ou 24 das 72 cadeiras. No início do ano, a expectativa era de uma vitória ampla do partido Liberdade Avança, mas agora as pesquisas mostram a legenda de Milei apenas ligeiramente à frente da oposição.
O cenário mais provável é de a base governista vença o pleito, mas ainda precisará articular alianças para aprovar as principais medidas previstas para os próximos dois anos. Nos últimos meses, a Casa Rosada passa por uma
crise de confiança no eleitorado
O governo sofreu uma dura derrota nas eleições legislativas na Província de Buenos Aires, principal colégio eleitoral do país. O Força Pátria, do peronismo de centro-esquerda, venceu o pleito liderado pelo governador Axel Kicillof, considerado o principal rival de Milei em 2027. O pleito é considerado um termômetro para a votação nacional.
A derrota levou a Argentina de volta para uma crise cambial. Com o peso perdendo força frente ao dólar, o Tesouro Nacional está queimando reservas para tentar conter a escalada da crise. Milei também recorreu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por um acordo de troca de moedas na ordem de US$ 20 bilhões, mas o republicano
condicionou novas ajudas a uma vitória nas eleições.
Milei vota em silêncio e Kicillof fala em eleição crítica
A votação começou às 8h e se encerrará às 18h locais. O presidente Milei votou no bairro de Almagro, na
região central de Buenos Aires
Governador de Buenos Aires, Kiciloff votou em La Plata ao lado da sua mulher, Soledad Quereilhac. Ele falou com a imprensa e classificou a eleição como um momento crítico para o futuro dos argentinos. “Vamos definir uma agenda importante para a vida nacional”, disse.
Os primeiros resultados devem ser conhecidos por volta das 21h. Na Argentina, mais de 36 milhões de eleitores devem votar, com a participação sendo obrigatória entre os 18 e 70 anos, e facultativa a partir dos 16.


