Após meses de tensão diplomática, encontro entre Lula e Trump deve ocorrer na Malásia

Após meses de tensão diplomática, o encontro entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e seu par americano, Donald Trump, é esperado para este domingo (26) na Malásia. Ambos participam da
47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean)
e já sinalizaram positivamente não apenas para uma reunião, mas para a possibilidade de colocar o tarifaço em pauta. Os líderes estão 11 horas à frente do horário de Brasília.

Em declarações feitas neste sábado, Lula disse que vai colocar os problemas entre os países na mesa de discussão e que nenhum dos dois lados fez exigências prévias. O
brasileiro se mostrou confiante
em uma saída para o embate recente entre as nações.

Do outro lado, Trump também sinalizou positivamente à chance de promover alterações na sobretaxa de 50% aplicadas a boa parte dos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos. Enquanto embarcava rumo à Ásia, o americano disse que pode fazê-lo “sob as circunstâncias certas”.

O possível encontro dos presidentes seria mais um passo em uma caminhada de aproximação de Lula e Trump. Os líderes viveram seu momento mais belicoso em agosto, quando o americano decretou —
ainda que com a exclusão de centenas de itens
—a aplicação de uma sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA.

Mais do que uma medida econômica, a decisão de Trump teve contornos e impactos políticos ao ser justificada como uma represália ao que o americano considerava uma
perseguição política contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL)
. Lula respondeu às medidas com críticas contundentes ao que classifica como uma
postura imperialista dos EUA
.

Além do tarifaço, os Estados Unidos aplicaram
sanções individuais a autoridades brasileiras
com a supressão do visto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os magistrados, Alexandre de Moraes foi o alvo preferencial, recebendo a
aplicação da Lei Magnitsky
.

A situação começou a mudar no fim de setembro, quando Lula e Trump se falaram presencialmente pela primeira vez nos bastidores da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Ao fim do breve encontro, ambos aludiram a uma ‘
boa química
’ entre eles e combinaram uma ligação telefônica,
que aconteceu em outubro
.


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