Deputado mineiro pede ‘liberdade’ para Buzeira, influenciador preso em São Paulo

O deputado estadual
Bim da Ambulância
(Avante-MG) viajou até São Paulo para visitar o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como
Buzeira
.

Buzeira, de 28 anos, está preso desde a última terça-feira (14), em uma
operação da Polícia Federal
(PF) contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas por meio de apostas on-line.

O influenciador foi detido em uma mansão em Igaratá, no interior paulista, e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) IV de Pinheiros, na capital.

Nas redes sociais, o deputado publicou uma imagem com a legenda: “Que nenhum inocente passe por isso que já passei… A injustiça não corrige, não educa! A injustiça dói, revolta, destrói, mata.” Ele ainda utilizou a hashtag “liberdade”.

Para a Itatiaia, o deputado afirmou, no entanto, que, por não ser dia de visitação, acabou não conseguindo se encontrar com Buzeira no CDP.

Na última quinta-feira (16), dois dias após a
prisão de Buzeira, Bim publicou nas redes sociais imagens ao lado do influenciador, a quem chamou de “irmão”. “A sua bênção vai chegar! Apenas mais uma provação! Você irá testemunhar! A distância não diminui a importância”, escreveu.

Em conversa com a reportagem nesta terça-feira (21), Bim afirmou que, ao longo dos três anos em que conhece Buzeira, “nunca presenciou nenhum ato ilícito” na residência do influenciador e que acredita que o “mal-entendido” [prisão de Buzeira] será esclarecido.

Quem é Buzeira?

Aos 28 anos, o influenciador acumula mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.

Buzeira ganhou notoriedade após arrecadar mais de R$ 1 milhão com a brincadeira do “corte da gravata” durante o seu casamento. Em suas postagens, ostentava uma vida de luxo, com carros avaliados em mais de R$ 1 milhão.

Entre os presos na
Operação Narco Bet, da PF, também está o contador
Rodrigo Morgado
, apontado pela investigação como líder do esquema criminosos que lava dinheiro do crime organizado em empresas de fachada em nome de laranjas.

As investigações da polícia indicam que o grupo criminoso alvo da operação usava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e envio de capitais de um país para o outro. As ações eram feitas para ocultação da origem ilícita dos valores.

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