‘Se você está em Gaza, não está seguro’, diz diretor da Al Jazeera após morte de jornalistas

O diretor de jornalismo da Al Jazeera English, Salah Negm, afirmou que não há segurança na
Faixa de Gaza.
A declaração foi dada após a
morte de três cinegrafistas e dois correspondentes da emissora neste domingo (10)
após um ataque de Israel.

Para o diretor da emissora, o
ataque
equivale a ‘matar o mensageiro e tentar eliminar qualquer testemunha ocular de atrocidades e genocídio’. Além dos cinco jornalistas, sete pessoas morreram.

“Eles estavam trabalhando há dois anos em circunstâncias extremamente difíceis, arriscando suas vidas com um único objetivo: mostrar ao mundo a verdade sobre o que está acontecendo em Gaza. Nossos correspondentes morreram fazendo isso”, disse Negm em entrevista à CNN.

Segundo o diretor, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia prometido garantir a segurança dos jornalistas. “Ele prometeu protegê-los e é assim que ele os protegeu: matando cinco deles”, afirmou.

Israel realizou o ataque direcionado a um correspondente da
Al Jazeera que, segundo o governo, era um terrorista que se passava por jornalista.

“Anas al Sharif serviu como chefe de uma célula terrorista da organização terrorista Hamas e era responsável por promover ataques com foguetes contra civis e tropas israelenses”, dizia uma mensagem do exército israelense no Telegram.

As vítimas foram identificadas como Anas al Sharif, Mohammed Qreiqeh, correspondentes, e Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa, cinegrafistas, todos da Al Jazeera. Eles foram sepultados nesta segunda-feira (11).


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